Índios Tupis-guaranis visitam escola municipal em Mairinque e promovem atividade com estudantes

A Escola Municipal Professor Manoel Martins Villaça recebeu nesta terça-feira (24), a visita de uma família de índios Tupis-guaranis para comemorar o Dia do Índio. A família de Tupis Guaranis é originária da cidade de Barão de Antonina (localizada a 380 quilômetros de São Paulo), onde existem diversas outras comunidades indígenas.

Supervisores pedagógicos da Secretaria de Educação também acompanharam a atividade, que mobilizou todos os funcionários da escola municipal.

Vestidos a caráter, os Tupis-guaranis promoveram entre os estudantes do 1º e do 2º ano, danças, cantos e brincadeiras típicas da comunidade e o idioma da comunidade. Junto com as brincadeiras, os indígenas aproveitavam para conscientizar as crianças sobre o meio ambiente.

A assistente de direção da escola, Professora Raquel Segura, enaltece a importância da participação das comunidades indígenas nas atividades do Dia do Índio. “Comemorar o Dia do Índio é apresentar a cultura nativa do nosso Brasil para as novas gerações e dizer que isso faz parte da nossa história, que é importante para nós”.

Raquel enfatiza que todo este trabalho é resultado de um esforço conjunto entre pais e escola. “A vinda desta tribo é graças ao trabalho da Associação de Pais e Mestres – APM em conjunto com a Escola, que pôde trazer os representantes da tribo e enriquecer ainda mais a experiência das crianças e seu aprendizado, mostrando os costumes, falas e brincadeiras que até o momento eles só veem nos livros e na internet”.

Entre os indígenas, Lucélia de Lima é professora e mãe da pequena Mel. Além de atuar na rede básica de ensino em sua cidade, ela trabalha com a comunidade Tupi-guarani em apresentações e divulgação da cultura. Kunha Poty Parai, como é conhecida na tribo, comenta que trabalhar com as crianças atividades como essas, são bem mais simples e educativas do que lidar com esses assuntos em sala de aula. “As crianças se soltam mais fora da sala de aula e exploram mais as brincadeiras. Como educadora eu posso afirmar que elas aprendem e se divertem mais dessa maneira”.

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