Como diferenciar gordura localizada de retenção de líquido

Muitas vezes, as pessoas se olham no espelho, principalmente as mulheres, e percebem um volume insistente no corpo, que resiste até mesmo à atividade física. Só que nem sempre ele significa gordura localizada: o problema pode ser a retenção de líquido, que pode acontecer com todo mundo, principalmente em mulheres jovens.

Segundo a médica Sarina Occhipinti, especialista em clínica médica e em nutrição funcional, do Instituto Sari, em Nova Lima (MG), desequilíbrios hormonais que levam a uma predominância estrogênica são a principal causa da retenção de líquido em mulheres. “A retenção pode ocorrer tanto pelo excesso de estrogênio, quanto pela deficiência de progesterona. A natural flutuação de hormônios, que acontece em fases como o ciclo menstrual, gravidez e menopausa, causa isso”, explica a médica.

O uso de pílulas anticoncepcionais, muito comum em tratamento hormonal em jovens, é uma das causas desse excesso, exatamente porque as pílulas contêm estrogênio. Sarina destaca, ainda, que o consumo de alimentos em recipientes de plástico quentes e de substâncias que contenham isoflavona (como a soja e derivados) também contribuem para aumentar o nível de estrogênio.

Sintomas são claros

A retenção de líquido apresenta alguns sintomas claros, como rigidez nas articulações e flutuações de peso. Também pode ser facilmente reconhecida com um simples autoexame. “Basta pressionar a parte inchada com o polegar ou indicador por alguns segundos e, após retirar a pressão, se a marca do dedo permanecer por três segundos ou mais, é porque trata-se de um edema. Se desaparecer, provavelmente é gordura”, explica Sarina.

Há ainda o exame de bioimpedância, realizado por profissionais, que fornece os valores de massa magra, gordura e líquidos dentro e fora das células. Segundo a médica, por ser um exame muito mais preciso, oferece um panorama completo da composição corporal, o que ajuda a guiar o tratamento.

Como tratar

Existem formas de diminuir a retenção líquida. Sarina Occhipinti diz que reduzir a ingestão de sal e contar com técnicas de drenagem são algumas medidas que podem ajudar. “Uma suplementação de cálcio, manganês, magnésio e ácido gamalinolênico, que ficam em níveis baixos no período pré-menstrual, também. Caso o inchaço ainda assim persista, a saída pode ser o uso de diuréticos”, explica. De toda forma, Sarina aconselha sempre contar com orientação médica.

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