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Operação Prato feito: Polícia Federal inicia nesta quinta-feira (09) analise de documentos apreendidos na prefeitura de Mairinque

By on Maio 10, 2018

A Polícia Federal dará inicio nesta quinta-feira (09), na analise dos documentos apreendidos na prefeitura de Mairinque, e das demais prefeituras do estado em que a operação Prato Feito, deflagrada na quarta-feira foi iniciada, com objetivo de investigar fraude em contrato com empresas de alimentação escolar.

65 contratos e 29 empresas são alvo da operação em diversas cidades, na região a operação aconteceu nos municípios de Mairinque, Sorocaba, Votorantim e São Roque.

Fora as cidades da região, o operação e apreensão de documentos também ocorreu em: Araras, Barueri, Boituva Caconde, Cajati, Cosmópolis, Cubatão Embu das Artes,Francisco Morato Guarulhos,Holambra, Hortolândia, Itaquaquecetuba, Jaguariúna, Jundiaí, Laranjal Paulista, Leme, Mauá, Mogi Guaçu, Mogi-Mirim, Mongaguá, Monte Alto, Monte Mor, Paulínia, Peruíbe, Pirassununga, Registro, Santo André, Santo Antônio da Posse,  Santos, São Bernardo do Campo, São Paulo, São Sebastião, Socorro, Tietê, Várzea Paulista, além de Curitiba no Paraná, Salvador na Bahia, e Distrito Federal.

154 ações de apreensão

De acordo com a PF, são 154 mandados de busca e apreensão, além de afastamentos preventivos de agentes públicos e decisões de suspensão de contratação com o poder público referentes a 29 empresas e sócios.

O inquérito foi instaurado em 2015 após informação do Tribunal de Contas que relatou possíveis fraudes em licitações de fornecimento de merenda escolar nas cidades do estado.

Os investigados vão responder, na medida das participações, pelos crimes de fraude a licitações, associação criminosa, corrupção ativa e passiva. As penas variam de 1 a 12 anos de prisão.

Busca e apreensão em Mairinque

Na prefeitura de Mairinque foram apreendidos 3 documentos que devem ser analisados já nesta quinta-feira, segundo informou a Polícia Federal. Na cidade o ex-prefeito Rubens Merguizo Filho, popularmente conhecido como “Binho” do partido PMDB, está entre os 13 prefeito da operação a ser investigado por indícios de recebimento ilícito no fechamento de contrato de esquema fraldoso com empresas de alimentação escolar.

O ex-prefeito disse que está tranquilo sobre a situação pois em seu último mandato como administrador publico, teve suas contas aprovada pelo tribunal de contas.

Junto ao nome do ex-prefeito aparece a empresa  ANGA, dona da empresa COAN que prestava o serviço na rede de educação municipal da cidade. Buscamos contato com a empresa e ele não atendeu as ligações e também não respondeu aos e-mail da reportagem.

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