Operação Prato feito: Polícia Federal inicia nesta quinta-feira (09) analise de documentos apreendidos na prefeitura de Mairinque

A Polícia Federal dará inicio nesta quinta-feira (09), na analise dos documentos apreendidos na prefeitura de Mairinque, e das demais prefeituras do estado em que a operação Prato Feito, deflagrada na quarta-feira foi iniciada, com objetivo de investigar fraude em contrato com empresas de alimentação escolar.

65 contratos e 29 empresas são alvo da operação em diversas cidades, na região a operação aconteceu nos municípios de Mairinque, Sorocaba, Votorantim e São Roque.

Fora as cidades da região, o operação e apreensão de documentos também ocorreu em: Araras, Barueri, Boituva Caconde, Cajati, Cosmópolis, Cubatão Embu das Artes,Francisco Morato Guarulhos,Holambra, Hortolândia, Itaquaquecetuba, Jaguariúna, Jundiaí, Laranjal Paulista, Leme, Mauá, Mogi Guaçu, Mogi-Mirim, Mongaguá, Monte Alto, Monte Mor, Paulínia, Peruíbe, Pirassununga, Registro, Santo André, Santo Antônio da Posse,  Santos, São Bernardo do Campo, São Paulo, São Sebastião, Socorro, Tietê, Várzea Paulista, além de Curitiba no Paraná, Salvador na Bahia, e Distrito Federal.

154 ações de apreensão

De acordo com a PF, são 154 mandados de busca e apreensão, além de afastamentos preventivos de agentes públicos e decisões de suspensão de contratação com o poder público referentes a 29 empresas e sócios.

O inquérito foi instaurado em 2015 após informação do Tribunal de Contas que relatou possíveis fraudes em licitações de fornecimento de merenda escolar nas cidades do estado.

Os investigados vão responder, na medida das participações, pelos crimes de fraude a licitações, associação criminosa, corrupção ativa e passiva. As penas variam de 1 a 12 anos de prisão.

Busca e apreensão em Mairinque

Na prefeitura de Mairinque foram apreendidos 3 documentos que devem ser analisados já nesta quinta-feira, segundo informou a Polícia Federal. Na cidade o ex-prefeito Rubens Merguizo Filho, popularmente conhecido como “Binho” do partido PMDB, está entre os 13 prefeito da operação a ser investigado por indícios de recebimento ilícito no fechamento de contrato de esquema fraldoso com empresas de alimentação escolar.

O ex-prefeito disse que está tranquilo sobre a situação pois em seu último mandato como administrador publico, teve suas contas aprovada pelo tribunal de contas.

Junto ao nome do ex-prefeito aparece a empresa  ANGA, dona da empresa COAN que prestava o serviço na rede de educação municipal da cidade. Buscamos contato com a empresa e ele não atendeu as ligações e também não respondeu aos e-mail da reportagem.

Ex-prefeito de Mairinque, Binho Merguizo é citado em operação “Prato feito” da Polícia Federal

A Polícia Federal informou que o ex-prefeito de Mairinque, Binho Merguizo (PMDB), é um dos 13 prefeitos a ser investigado na operação parto feito , deflagrada na manhã desta quinta-feira (09), que investiga um esquema de fraude no fornecimento de alimento em escolas de cidades do estado de São Paulo, além de outros estados.

Os agentes da Policia Federal não deram informações adicionais sobre o envolvimento e então investigação do ex-prefeito, junto ao nome a ele aparece o nome da empresa COAN que administrava a função de manter alimentação dos inúmeros alunos da rede municipal de ensino da cidade.

O Correio do Interior tentou contato com a empresa COAN e não teve retorno até o fechamento dessa reportagem. Já a assessoria de Rubens Merquizo, disse que até então foi foi notificado sobre o caso.

Pela manhã desta quinta, os agentes da PF passaram por vários setores da prefeitura e cumpriram três mandados de busca e apreensão de documentos.

Simultaneamente a operação também ocorreu na prefeitura das cidades de Sorocaba, Votorantim, Jundiaí e São Roque na casa de uma pessoa no bairro Esplanada Mendes Moraes

Investigação

A investigação começou após comunicação do Tribunal de Contas da União, que identificou desvios em licitações relacionadas à merenda. Diversas empresas que já foram investigadas pelo Ministério Público no âmbito da chamada “Máfia da Merenda” são citadas na operação desta quinta-feira.

De acordo com a PF, os grupos criminosos agiriam em ao menos 30 municípios, contatando prefeituras por meio de lobistas, para direcionar licitações de fornecimento de recursos federais para a educação destinados ao fornecimento de merenda escolar, uniformes, material didático e outros serviços.

Os investigados devem responder pelos crimes de fraude a licitações, associação criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva, com penas que variam de 1 a 12 anos de prisão.